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Em busca do ponto de equilíbrio

07/09/2007 GMT 1

Em busca do ponto de equilíbrio

aparecidacarmorodrigues @ 23:03

Hoje, me peguei pensando o que determina o peso corporal. Quais fatores genéticos, alimentação, atividade física e estado emocional que regulam o organismo para que este tenha um ponto de equilíbrio. Quais são os mecanismos reguladores do próprio metabolismo?
São tantas perguntas que surgiram e que ficaram sem resposta, afinal de contas não sou especialista na área de saúde, sou apenas alguém que busca um ponto de equilíbrio para continuar a viver de modo saudável e bem.
Vivemos numa sociedade que cultua a magreza e ser obeso para a maioria das pessoas é anti-estético, anti-erótico e por aí afora vai. Entretanto, ser obeso é muito mais que um inconveniente estético ou erótico, visto que a obesidade é uma doença que gera riscos cardiovasculares, entre outros.
A obesidade pode ser ocasionada por fatores genéticos, ambientais (estilo de vida) e fatores psicológicos (emoções como tristeza, raiva, tédio, solidão, etc). Dentre as causas, entretanto, mais raras, que podem ocasionar o estado de obesidade estão o hipotiroidismo, a depressão, etc.
Fui uma criança magra, inicialmente uma adolescente com o peso normal, mas antes de chegar à idade adulta este quadro inverteu-se e acabei por engordar muito. Fiz as mais malucas dietas, tomei remédios faixa preta, entretanto, nenhum dos endocrinologistas a que fui se preocupava em verificar como estava a tireóide, e quando isto foi verificado o médico levou um susto ao ver o resultado do exame, já que os meus níveis de TSH estavam em 43,4, segundo ele eu estava num estágio avançado do hipotiroidismo. Passei a tratar o mesmo e tive uma ligeira perda de peso. Entretanto, com o passar dos anos, o peso estagnou, não indo nem pra cima nem pra baixo.
Resolvi achar o meu ponto de equilíbrio ao ler alguns livros, dentre estes estão A Carícia Essencial de Roberto Shinyashiki, em que Gaiarsa na introdução diz que a prisão de cada pessoa “[...] não tem paredes de pedra, nem correntes de ferro. Que como a de Branca de Neve, a prisão é de cristal – invisível”.
Neste processo de encontro do meu ponto de equilíbrio, claro que terei aliados, minha família, mas a maior interessada em tudo isto sou eu mesma, pois afinal de contas estou indo de encontro a mim mesma, ao que realmente é importante para minha vida.
E para este retorno ao meu eu profundo percebi que o amor somado com energia gera como resultado equilíbrio. E que na busca do equilíbrio desejado existem dois ótimos calmantes que ajudam a aquietar o coração e a trazer serenidade rumo ao que se busca que são o sonho e a esperança.
E como diz o meu amigo Daniel Igor:

“Quando estamos machucados, a dor nos deixa sem fé, até o momento em que superamos essa dor momentânea. Porque quando estamos sem fé, nos sentimos inferiorizados, desprestigiados... E se pararmos para refletir, a incapacidade está no outro, em perceber as nossas qualidades, a nossa essência... o que podemos ter de bom, de significativo... Por outro lado, também nos fechamos, justamente por estarmos feridos, infelizes... É um ciclo invisível que apenas o tempo e os estímulos conseguem superar... ”

Outro livro que li durante este processo de busca ao ponto de equilíbrio foi Ser feliz não dói, ao ler o relato sobre como Morrie enfrentou sua doença e como decidiu viver apesar de tudo. Putz grille, me lembrei do que me prometi quando sai ilesa de um incêndio, somente com as sobrancelhas queimadas. E, refletindo sobre isto percebo que apesar de tudo, por falta de vigilância minha acabei me deixando levar um pouco pelo desânimo.
Sinto-me como a água escorrendo da torneira aberta, e que não posso mexer-me com a rapidez necessária que o momento pede.

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